Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Ulisses - A História

A história  de Ulisses, rei de Ítaca, desenvolve-se nos seguintes espaços:

 

·                Em Ítaca

Ulisses vivia numa ilha grega que se chamava Ítaca, com a sua mulher Penélope e o seu filho Telémaco. Era um rei diferente, que gostava de caçar e conversar com o seu povo.

De espírito irrequieto e aventureiro, quando estava em casa só pensava em ir ao encontro de aventuras, do desconhecido pois o que o entusiasmava era

         o mar... só o mar... o mar...o só mar    

Quando o príncipe Páris raptou a bela rainha Helena de Tróia, Ulisses não quis ir para a guerra e fingiu estar louco para não ir. Mas....lá foi com os seus guerreiros, pensando alegremente que iam ter uma vitória fácil e,  em breve,  regressariam ao reino.

O cerco e a guerra de Tróia duraram 10 anos....

Dez anos sem os Gregos verem a Pátria, a família... já ninguém sabia suportar a saudade, o esforço de manter um cerco durante tanto tempo. Aquilo não podia continuar assim!

Ulisses teve a ideia de construir um enorme cavalo de pau, assente num estrado com rodas para se poder deslocar. Dentro da barriga do cavalo esconderam-se alguns homens. O cavalo foi deixado, como oferta, às portas da cidade  de Tróia. Os outros Gregos fingiram que se retiravam.

Passados 4 dias, os Troianos convenceram-se que os Gregos tinham mesmo partido. Abriram, devagarinho, as portas da cidade e levaram para o meio da praça  o cavalo, começando a festejar a vitória.

Durante a madrugada, quando os Troianos estavam a descansar, os Gregos saíram de dentro do cavalo, abriram as portas  da cidade aos companheiros e destruíram, completamente, Tróia.

 

     Início da viagem de regresso que vai durar outros 10 anos

Cheios de saudades os Gregos meteram-se nos barcos e dirigiram-se  para as suas terras. (Ulisses) reuniu-se com quarenta valentes marinheiros e lá foram num belo navio em direcção a Ítaca...Agora em pleno mar, Ulisses só pensa em regressar á pátria...

Os deuses, furiosos, intervieram sob a forma de uma estranha corrente submarina que os ia levando para onde eles não queriam ir.

          A corrente não abrandava nunca.

                   Aumentava....aumentava....aumentava

                                           

Começaram a avistar terra: era uma ilha onde o navio calmamente aportou.

Mas havia entre eles um que era mais forte do que todos

   ...mais cruel do que todos...   mais bravo do que todos

e que era o terror de todos.

Chamava-se Polifemo e tinha um mau génio horrível, zangava-se por tudo e por nada e depois dava murros para a

esquerda                                 murros para

                                                                  a direita..."

Depois de frustrarem as intenções que  Polifemo tinha de comer os homens, conseguiram fugir da gruta, agarrados às barrigas das ovelhas, depois de terem cegado o gigante.

 

A viagem de Ulisses continuou e aportaram na ilha da   Eólia. Foram bem recebidos e o rei ofereceu-lhes um saco feito de pele de boi onde tinha metido todos os ventos do mundo à excepção de Zéfiro, a brisa suave. Mas avisou-o do grande perigo que seria se alguém abrisse o saco pois os ventos soltar-se-iam....

Os marinheiros, curiosos por saber o que o saco continha, abriram-no às escondidas de Ulisses.

os ventos...revolveram os mares       agitaram as nuvens      revolveram os mares    agitaram as nuvens     espalharam a chuva    acenderam a terrível tempestade    e Ulisses acordou no meio da maior confusão de que jamais houve memória!

 

 

Cansado e desiludido, Ulisses chegou a uma nova ilha. Estranhou não ver os seus marinheiros mas encontrou Euríloco: soube então que naquela ilha vivia uma lindíssima feiticeira, Circe, que ao dar de beber aos homens um licor, os transformava em animais e os marinheiros eram agora...porcos!

" Em porcos os melhores marinheiros da Grécia? Os meus queridos companheiros? Isto é uma afronta que tem de ser vingada...."

A deusa Minerva deu-lhe a erva da vida que o livraria da má sorte. Depois de muito tempo e do arrependimento de Circe seguiu os seus conselhos: dirigir-se á ilha dos Infernos e  falar com Tirésias, o profeta que lhe daria novas da sua família. Falou-lhe também do perigo de ouvir os cânticos das sereias....

E lá foram eles,

"entre onda e onda, em azul e verde, de contente coração".

 

 

 

Nesta ilha apenas havia desolação e  as sombras, as almas vagueando...

Cérbero, o cão de três cabeças, o cão que dorme com os olhos abertos, guarda a gruta. Ulisses apenas comunica com as sombras a quem oferecer carne de uma ovelha negra que Circe lhe dera.

E vê  a mãe que ele ainda imaginava viva e lhe fala dos perigos que ameaçam a sua família e do estratagema que Penélope arranjara para adiar os seus pretendentes: de noite desmancha a teia que tece durante o dia.

E vê Tirésias que lhe confirma a confusão que reina em Ítaca.

E vê Tântalo, um homem que fora cruel em vida e que agora cumpre o seu castigo: metido numa lagoa, quando vai beber a água escoa-se; quando tenta apanhar os frutos ao seu alcance eles escapam-se-lhe.

E vê Sísifo, que fora um rei desumano e cujo castigo era empurrar um rochedo que rolava constantemente.

Incapaz de suportar tanta desolação, Ulisses e os marinheiros afastaram-se daquele lugar.

Aproximando-se do mar das Sereias os marinheiros quiseram colocar cera nos seus ouvidos mas Ulisses, teimoso, não o permitiu e insistiu em ser amarrado a um mastro.

"Quero ouvir o canto das sereias. Dizem que elas encantam os marinheiros com a sua bela voz e eu quero sentir esse encantamento."

Ulisses....Ulisses...Ulisses....Ulisses...

            Ulisses....Ulisses...Ulisses....Ulisses...

                       Ulisses....Ulisses...Ulisses....Ulisses...

Ulisses....Ulisses...Ulisses....Ulisses...

E o cântico chorava suavíssimo, violentíssimo, vindo de dentro da sondas, de dentro das cores, de dentro do vento. E Ulisses sofria pavorosamente.

E os marinheiros continuavam a remar,

               a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar, a remar...

No final Ulisses parecia um velho, cheio de sangue e suor.

E continuam e passam junto de dois enormes rochedos

um era como enorme boca

                               e outro como tremenda mão

e houve um naufrágio

          e ficou só, único sobrevivente  do último naufrágio.

 

Desmaia e perde a memória quando alcança as praias de uma nova ilha.

É recebido por Nausica, a filha do rei Alcino e da rainha Arete. Está na Córcira, a terra dos Feácios. depois de contar a sua história parte para Ìtaca.

E dorme. E dorme.

 

Os marinheiros depositam-no adormecido numa praia e partem. Quando acorda, entristecido por se encontrar de novo sozinho,  vê Minerva  que lhe diz estar na sua terra. Transforma-o num  "mendigo roto, velho e triste em quem ninguém reconheceria o valente, belo e manhoso Ulisses".

Na casa de Eumeu encontra Telémaco e revela-lhe quem é.  Estabelecem um plano.

De manhã é reconhecido pelos seu velho cão,  Argus que morre de emoção e por Euricleia que, ao lavar os pés daquele mendigo reconheceu uma estranha e profunda cicatriz que só Ulisses tinha...

Com a ajuda de Telémaco derrota  os pretendentes de Penélope... perante um   povo entusiasmado, um Telémaco orgulhoso e Penélope que o abraçava para nunca mais deixar...

 

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A Hora do Conto às 12:30
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3 comentários:
De Silvia Brandao a 15 de Abril de 2008 às 16:40
Toda a história e muito bonita, mas o meu capitulo preferido é "A Ilha de Circe " acho que é a mais engraçada.


De rafaela e tatiana a 26 de Maio de 2008 às 08:48
ta muito engraçado e creativo


De Anónimo a 9 de Março de 2009 às 18:01
ta bue fixe:
sabiam k tou a dar isso em portugues lol
*****


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